NEWSLETTER Nº7 - JUNHO / 2007

PONTO DE VISTA

Qual a importância da Fitoterapia para nossa saúde?

A fitoterapia é uma palavra de origem grega, phito (plantas) e therapia (tratamento). Ela caracteriza a melhora de estados patológicos pela utilização de substratos naturais (como plantas frescas, secas e seus preparados, além das algas) a fim de prevenir, aliviar ou curar uma doença.

Segundo, a nutricionista Dra. Lucyanna Kalluf, podem ser utilizadas diferentes partes de uma planta (raiz, casca, flores ou folhas) e algas que viabilizam diferentes preparações para uso profilático ou terapêutico. Algumas plantas medicinais e as algas também são consideradas alimentos e especiarias, com funções importantes na fitoterapêutica pela presença dos incontestáveis fitoquímicos, vitaminas e sais minerais presentes.

O Brasil é o país com a maior diversidade genética vegetal do mundo, contando com mais de 55 mil espécies catalogadas de um total estimado entre 350 mil e 500 mil e a formação étnica da população fazem da fitoterapia uma prática bastante antiga no país. Acredita-se que cerca de 80% da população mundial use as plantas e algas como primeiro recurso terapêutico. Calcula-se, também, que 25.000 espécies de plantas sejam usadas nas preparações da medicina tradicional. O valor dos produtos naturais para a sociedade e para a economia dos estados e municípios é incalculável.
Os fitoterápicos de maneira geral possuem efeitos mais suaves o que pode explicar a redução dos efeitos colaterais. As substâncias responsáveis (princípios ativos) por esses efeitos não são isoladas, elas coexistem com uma série de outras substâncias presentes nas plantas.

Com uma mesma planta ou a mesma parte da planta, ou com uma alga, pode se preparar diversos derivados levando-se em consideração, o modo de preparação, as propriedades físicas, as características organolépticas, a concentração dos princípios ativos, as propriedades farmacológicas e suas finalidades.

A chlorella é um exemplo de alimento vegetal conhecida como “super alga” sendo consumida em larga escala tanto isoladamente quanto através da ingestão de alimentos enriquecidos como macarrão, biscoitos, pães e bebidas aos quais ela é adicionada.

Devido a sua natureza elementar e ao seu rápido crescimento, a chlorella acumula uma grande quantidade de nutrientes como vitaminas hidrossolúveis (com destaque a vitamina B12) e lipossolúveis (com destaque ao beta-caroteno), proteínas de alto valor biológico, fibras, além de clorofila e o do fitonutriente CGF (do inglês, chlorella Growth Factor) rico em ácidos nucléicos.

Considerando estes aspectos nutricionais pode-se dizer que a utilização da chlorella, aliada à adequados hábitos alimentares, torna-se uma terapia alternativa principalmente para prevenção e possivelmente para o tratamento de algumas doenças crônico degenerativas não transmissíveis como as envolvidas na Síndrome Metabólica, que acomete boa parte da população brasileira.

Hoje, está bem documentado na literatura que as doenças crônicas não transmissíveis são de fundo inflamatório, assim a chlorella tem seus efeitos potencializados, já que estudos demonstram que a chlorella tem potente ação antiinflamatória.

Além disso, devido ao seu conteúdo de clorofila, a chlorella se torna uma aliada nas dietas de desintoxicação ajudando a eliminar os metais tóxicos que quando em excesso participam de reações cujos efeitos são indesejáveis para a manutenção da integridade celular.

A Fitoterapia oferece caminhos alternativos às terapias tradicionais focando a natureza como objeto de escolha para a melhora da saúde global das pessoas.

 
 

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